Hoje é dia de mostrar às meninas qual sabor tem a vagem, o aipim e a carninha. Elas vão comer carninha mesmo, não só o caldinho.

Hoje também é dia de revisitar velhos sabores. Gosto de beijo matinal, sem cigarro, por exemplo.

 

* Liguei o rádio hoje e essa foi a trilha do meu caminho pro trabalho. O dia tá lindo então acho que pode ter sido um sinal.

Hoje eu tenho 35 anos e algumas histórias pra contar. A que tenho gostado mais ultimamente é sobre a aventura em que me meti, há pouco mais de um ano, quando decidi engravidar.

Os assuntos giram sempre em torno do mesmo tema, o que acaba causando mudanças não só no seu universo mais íntimo como também na camada mais “externa”, trazendo pra perto novos interlocutores.

Nesses 35 anos eu dei muitas cabeçadas, claro. Mas uma coisa que aprendi (a duras penas e a custa de algumas humilhações) foi  a não mendigar a atenção alheia. Orgulho? Pode até ser. Aprendi que quando um assunto não me agrada eu tenho a opção de me calar, me retirar ou simplesmente não me aproximar do que não me desperta interesse.

É uma questão de economia:poupar os ouvidos daquilo que não  acrescenta.

Deviam incluir nas regrinhas de etiqueta e bom senso dos bons moços politicamente incorretos (porque é hype ser politicamente incorreto) que acidez é ótimo em salada verde com aipo mas não cai muito bem no convívio social compulsório.

Estou monotemática, sim. E daí?  Não aluguei seus ouvidos tampouco o promovi a interlocutor na minha comunicação. Mas as portas estão sempre abertas, though.

Brincadeiras com fundo de verdade me parecem um medo terrível de assumir os próprios sentimentos. Mas embates internos são internos, “então não me venha com chorumelas:P

Assim como o homem carrega o peso do próprio corpo sem o sentir, mas sente o de qualquer outro corpo que quer mover, também não nota os próprios defeitos e vícios, mas só os dos outros. Entretanto, cada um tem no seu próximo um espelho, no qual vê claramente os próprios vícios, defeitos, maus hábitos e repugnâncias de todo o tipo. Porém, na maioria da vezes, faz como o cão, que ladra diante do espelho por não saber que se vê a si mesmo, crendo ver outro cão. Quem critica os outros trabalha em prol da sua própria melhoria. Portanto, quem tem a inclinação e o hábito de submeter secretamente a conduta dos outros, e em geral também as suas acções e omissões, a uma atenta e severa crítica, trabalha na verdade em prol da própria melhoria e do próprio aperfeiçoamento, pois possui o suficiente de justiça, ou de orgulho e vaidade, para evitar o que amiúde censura com tanto rigor.

Arthur Schopenhauer, in ‘Aforismos para a Sabedoria de Vida’

Simplicidade é tudo!

outubro 20, 2011

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