de repente (ou não)

fevereiro 13, 2012

De repente da calma fez-se o vento, que nos olhos desfez a última chama.

E da paixão fez-se o pressentimento, e do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente, fez-se do triste o que se fez amante,

E de sozinho o que se fez contente, fez-se do amigo próximo, o distante,

fez-se da vida, uma aventura errante.

De repente, não mais que de repente…

(Vinícius de Moraes)

Pra ler ouvindo isso.

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