Eu sempre acreditei que o ato de escrever fosse um mix de exercício + inspiração.
Continuo acreditando, mas ainda me falta um pouco de determinação e força de vontade para (re)começar.Mas não tenho a menor intenção em produzir qualidade ou quantidade. O que eu quero mesmo é organizar as idéias e imprimir mais cor ao meu ócio.

A verdade de hoje me impeliu a usar meu teclado como há muito não usava.

Hoje trabalho com web, um sonho que cultivei pelo menos metade da minha vida. Penso nisso por conta de um filme que assisti ontem no DV. 21 ou Quebrando a Banca: o drama de um geniozinho do MIT que almeja entrar na Escola de Medicina de Harvard mas não tem dinheiro para pagar nem uma vida interessante para conseguir uma bolsa de estudos. O cara resolveu de bate-pronto o tal problema dos bodes e teve a coragem de dizer que Newton plagiou seus pupilos. Tornou-se “o grande jogador” porque usava a pura matemática sem se deixar levar pelas emoções.

Ele buscava desafios. Acabou o MIT e se achava um “nada”. Quantas pessoas se matam de estudar para entrar no MIT? Não faço idéia. Ele se formou no MIT e queria fazer Medicina em Harvard. E provavelmente esse não seria o fim.

Engraçado é que o filme que eu vi antes, uma comédia água-com-açúcar que passou na Net, o cara vivia de calcular riscos para vender seguro. As decisões dele também eram calçadas em cálculos de probabilidades.
Dinheiro, status, reconhecimento profissional e uma vida em tons pastéis. Até que ele perde um bocado de coisas, inclusive o tempo.

blackjack

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Hoje é 20 de novembro, feriado de Zumbi dos Palmares, e cá estou eu, na mesa do escritório bege da empresa, tentando voltar a escrever e fazer as horas passarem mais rápido. Mas sem perder o tempo.