Acorde pra vida e recicle!

Novembro 30, 2008

Ontem estava arrumando a casa e me dei conta da quantidade de lixo que se produz aqui em casa. É lixo que não acaba mais. E de um jeito ou de outro, ele volta.

Há um mês atrás fiquei sabendo do evento Doe Seu Lixo por Música, na Apoteose. Achei a iniciativa muito legal e comecei a espalhar para todos meus amigos e conhecidos e separar o lixo. No início pensei que seria difícil juntar 4 sacos de lixo reciclável mas em uma semana cumpri a missão. “Já que eu juntei pra mim e ainda tem lixo, vou juntar mais.” E juntei.

No fim, acabei não indo ao show e com lixo estocado em casa. Levei as sacolas para o porteiro e pronto. Mas o que ele fez com o lixo? Eu já havia ouvido dizer que no Sul a coleta seletiva já havia sido implantada há tempos mas aqui no Rio há poucas informações a respeito.

Acordei cedinho, levei meu cão pra passear e resolvi tomar uma atitude: vou fazer um projeto de coleta seletiva aqui no meu condomínio. É pouco mas é um começo. É super fácil colaborar e não custa quase nada.

No site da Comlurb existe uma cartilha esclarecendo como se deve fazer a coleta seletiva e os horários e dias de coleta no seu bairro.  Você deve recolher em sacos transparentes e separadamente dos resíduos orgânicos (esses podem ser acondicionados e entregues à coleta comum) e entregá-los à coleta. Os papéis devem ser separados das latas de alumínio, das garrafas e embalagens pet e das pilhas.

Vale a pena conscientizar seus vizinhos e combinar a coleta com a Comlurb. Esse lixo que ia ser misturado, triturado e queimado tudo junto nos lixões da periferia, liberando gases tóxicos, poeira tóxica e acumulando impurezas no nosso solo e rios, pode ser reciclado e útil – e voltar pra gente sem fazer mal. Não há limites para a criatividade humana e certamente tem gente que vai fazer bom uso desses materiais.

Em todo lugar se fala na preservação do planeta, das indústrias poluentes, da guerra pelo petróleo… Mas pouca gente efetivamente faz alguma coisa. Comece separando seu lixo, não jogue nada na rua, cate o cocô do seu cão. É uma questão de hábito e consciência.

Se todo mundo fizer um pouco, talvez a próxima geração ainda consiga respirar um pouco de ar puro.

WWF